domingo, 23 de dezembro de 2007

Morre, em Porto Alegre, o Cardeal dom Aloísio Lorscheider


Faleceu na madrugada deste domingo, 23, o cardeal Aloísio Lorscheider, 83, arcebispo emérito de Aparecida (SP) e ex-presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil. Ele estava internado no hospital São Francisco, na capital gaúcha, desde o dia 10 de dezembro quando sofreu uma convulsão de origem cardíaca. Seu corpo será velado na Catedral de Porto Alegre e o sepultamento será no Convento de Daltro Filho a 130 km de Porto Alegre. O dia e o horário do sepultamento ainda não foram definidos.
Gaúcho de Estrela, dom Aloísio, era franciscano e foi ordenado presbítero em 1948. Em 1962 foi ordenado bispo, assumindo a diocese de Santo Ângelo (RS) e tornou-se arcebispo de Fortaleza (CE) em 1973 onde ficou até 1995. Nesse ano, foi transferido para Aparecida (SP) tornando-se arcebispo emérito em 2004.
Entre as muitas atividades desenvolvidas pelo cardeal, destaca-se a presidência da CNBB, cargo que exerceu por dois mandatos de 1971 a 1978. Antes, foi secretário geral da instituição. Foi também presidente do Conselho Episcopal Latino-americano (CELAM) no período de 1976 a 1979.
Criado cardeal pelo papa Paulo VI, em 1976, dom Aloísio participou dos conclaves que elegeram os papas João Paulo I e João Paulo II, ambos em 1978.

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sexta-feira, 21 de dezembro de 2007

Carta de Dom Cappio anunciando o fim de seu jejum contra a transposição do Rio São Francisco


Sobradinho, 20 de dezembro de 2007
Advento do Senhor
Aos meus irmãos e irmãs do São Francisco, do Nordeste e do Brasil
Paz e Bem!
“Fortalecei as mãos enfraquecidas e firmai os joelhos debilitados. Dizei às pessoas deprimidas: ‘Criai ânimo, não tenhais medo! Vede, é vosso Deus, é a vingança que vem, é a recompensa de Deus: é Ele que vem para nos salvar’. Então se abrirão os olhos dos cegos e se descerrarão os ouvidos dos surdos. O coxo saltará como um cervo e se desatará a língua dos mudos”. (Isaías 35, 3-6)
No dia de ontem completei 36 anos de sacerdócio – 36 anos a serviço dos favelados de Petrópolis (RJ), dos trabalhadores da periferia de São Paulo e do povo dos sertões sem-fim do nordeste brasileiro. Ontem, vimos com desalento os poderosos festejarem a demonstração de subserviência do Judiciário. Ontem, quando minhas forças faltaram, recebi o socorro dos que me acompanham nesses longos e sofridos dias.
Mas nossa luta continua e está firmada no fundamento que a tudo sustenta: a fé no Deus da vida e na ação organizada dos pobres. Nossa luta maior é garantir a vida do rio São Francisco e de seu povo, garantir acesso à água e ao verdadeiro desenvolvimento para o conjunto das populações de todo o semi-árido, não só uma parte dele. Isso vale uma vida e sou feliz por me dedicar a esta causa, como parte de minha entrega ao Deus da Vida, à Água Viva que é Jesus e que se dá àqueles que vivem massacrados pelas estruturas que geram a opressão e a morte.
Uma de nossas grandes alegrias neste período foi ter visto o povo se levantando e reacendendo em seu coração a consciência da força da união, crianças e jovens cantando cantos de esperança e gritos de ordem com braços erguidos e olhos mirando o futuro que almejamos para o nosso Brasil querido. Um futuro onde todos, todos sem exceção de ninguém, tenham pão para comer, água para beber, terra para trabalhar, dignidade e cidadania.
Recebi com amor e respeito a solidariedade de cada um, próximo ou distante. Recebi com alegria a solidariedade de meus irmãos bispos, padres e pastores, que manifestaram de forma tão fraterna a sua compreensão sobre a gravidade do momento que vivemos. Através do seu posicionamento corajoso, a CNBB nos devolveu a esperança de vê-la voltar a ser o que sempre foi em seus tempos áureos: fiel a Jesus e seu Evangelho, uma instituição voltada às grandes causas do Brasil e do seu povo e com uma postura clara e determinada na defesa da dignidade da pessoa humana e de seus direitos inalienáveis, principalmente se posicionando do lado dos pobres e marginalizados desse país.
Ouvi com profundo respeito o apelo de meus familiares, amigos e das irmãs e irmãos de luta que me acompanham e que sempre me quiseram vivo e lutando pela vida. Lutando contra a destruição de nossa biodiversidade, de nossos rios, de nossa gente e contra a arrogância dos que querem transformar tudo em mercadoria e moeda de troca. Neste grande mutirão formado a partir de Sobradinho, vivemos um momento ímpar de intensa comunhão e exercício de solidariedade.
Depois desses 24 dias encerro meu jejum, mas não a minha luta que é também de vocês, que é nossa. Precisamos ampliar o debate, espalhar a informação verdadeira, fazer crescer nossa mobilização. Até derrotarmos este projeto de morte e conquistarmos o verdadeiro desenvolvimento para o semi-árido e o São Francisco. É por vocês, que lutaram comigo e trilham o mesmo caminho que eu encerro meu jejum. Sei que conto com vocês e vocês contam comigo para continuarmos nossa batalha para que “todos tenham vida e tenham vida em abundância”.
Dom Luiz Flávio Cappio


Morre Dom Sebastião Assis, bispo de Guiratinga

O bispo de Guiratinga (MT) e presidente do Regional Oeste 2 da CNBB, dom Sebastião Assis de Figueiredo, faleceu num acidente de automóvel a caminho de Cuiabá. Segundo o secretário da cúria diocesana, o automóvel dirigido por dom Sebastião derrapou na pista e bateu em outro veículo que trafegava em direção oposta. Chovia na hora do acidente que ocorreu por volta das 11 horas (horário local). Ainda segundo o secretário, dom Sebastião morreu no local do acidente e seu corpo foi levado para o hospital de Jaciara a 127 km de Cuiabá. O pároco da catedral de Guiritinga, padre José Fernandes, já está em Jaciara e aguarda o médico legista para a liberação do corpo de dom Sebastião que será velado na catedral de Guiratinga. Dom Sebastião, 58, era catarinense da cidade de Lages e foi ordenado padre em 1976, pertencendo à Ordem dos Frades Menores, também conhecida como Ordem dos Franciscanos. Em 2001 foi nomeado bispo de Guiritinga e adotou como lema episcopal “Senhor, estou aqui”.

quarta-feira, 19 de dezembro de 2007

Cardeal Aloísio Lorscheider continua internado na UTI


Continua internado em estado grave, na UTI do Hospital São Francisco da Santa Casa, em Porto Alegre, o arcebispo emérito de Aparecida (SP), cardeal Aloísio Lorscheider. Vítima de um AVC, o cardeal, internado desde o dia 28 de novembro, respira com ajuda de aparelhos, mas a pressão é normal, segundo os médicos que o assistem, Fernando Luchese, Roberto Maia e Eraldo Lúcio.
Gaúcho de Estrela, dom Aloísio, 83, é franciscano e foi ordenado presbítero em 1948. Em 1962 foi ordenado bispo, assumindo a diocese de Santo Ângelo (RS) e tornou-se arcebispo de Fortaleza (CE) em 1973 onde ficou até 1995. Nesse ano, foi transferido para Aparecida (SP) tornando-se emérito em 2004.
Entre as muitas atividades desenvolvidas pelo cardeal, destaca-se a presidência da CNBB, cargo que exerceu por dois mandatos entre 1971 a 1978. Antes, foi secretário geral da instituição. Foi também presidente do Conselho Episcopal Latino-americano (CELAM) no período de 1976 a 1979.
Criado cardeal pelo papa Paulo VI, em 1976, dom Aloísio participou dos conclaves que elegeram os papas João Paulo I e João Paulo II, ambos em 1978.


Dom Luiz Cappio apresenta contra-proposta ao Governo para suspensão de jejum

O secretário geral da CNBB, dom Dimas Lara Barbosa, reuniu-se na noite desta terça-feira, 18, durante mais de duas horas, com o chefe de gabinete da Presidência da República, Gilberto Carvalho, e com o membro da Comissão Pastoral da Terra (CPT), Roberto Malvezzi, representante de dom Luiz Cappio, para discutir a transposição do Rio São Francisco e a suspensão do jejum do religioso que, há 22 dias, protesta contra o projeto do Governo, em Sobradinho (BA). Participaram da reunião, também, dois representantes da Agência Nacional de Águas, três do Ministério da Integração Nacional e representantes da Caritas Brasileira, Conselho Indigenista Missionário (CIMI), Comissão Brasileira Justiça e Paz (CBJP), organismos ligados à CNBB, além de três assessores da CNBB.
Durante a reunião, Malvezzi, também conhecido como Gogó, apresentou uma contra proposta “de dom Luiz Cappio e dos Movimentos Sociais”, “face à proposta feita pelo Governo Federal para a suspensão do jejum de dom Cappio” e para “alimentar o diálogo e o entendimento”.
Das oito reivindicações contidas na contra-proposta, só não houve consenso nas duas primeiras que exigem a manutenção da suspensão das obras de transposição e a construção de uma “adução de 9m3/s de água para as áreas de maior déficit hídrico dos Estados de Pernambuco e da Paraíba, redimensionando o projeto atual de 28m3/s”.
Uma nova proposta surgida durante a reunião sugere a suspensão das obras pelo prazo de 60 dias e a realização, nesse período, de debate público sobre o projeto do Governo e as alternativas apresentadas pelo Atlas Nordeste, elaborado pela Agência Nacional de Águas. Esta proposta será levada ao presidente Lula e a dom Cappio por seus respectivos representantes. Uma segunda reunião deve acontecer na tarde de hoje para conhecimento da resposta de ambos.
Após a reunião, dom Dimas, Gilberto Carvalho e Malvezzi atenderam à imprensa. Abrindo a coletiva, dom Dimas recordou que Igreja defende o uso da água, em primeiro lugar, para o consumo humano e o uso de animais. Ele admitiu que a reunião não foi conclusiva. “Os membros do governo terão oportunidade de voltar e debruçar sobre as propostas e depois continuaremos nosso debate”, informou.
A seguir, a íntegra da coletiva.
1. Que avanços a reunião trouxe?
Malvezzi - Seis pontos da pauta que apresentamos são perfeitamente discutíveis. As divergências são mais de operacionalidade. O que não conseguimos acordar, nesse momento, mas que ficamos de conversar amanhã (hoje), são dois pontos: a suspensão das obras e a substituição do eixo Leste por uma adutora. Nisso ainda não há consenso e precisamos conversar mais. Mas há um consenso entre nós: todos queremos o dom Luiz vivo.
Gilberto - A reunião de hoje é uma espécie de instalação de uma assembléia permanente. Ao longo do dia teremos contatos amanhã (hoje) porque naturalmente são necessárias consultas de parte a parte sobre os pontos divergentes. Penso que foi um bom começo. Dos oito pontos, vimos que seis são contribuições importantes e que o Governo pode absorver; há compromissos que podemos assumir. Não há nenhum problema de participação da sociedade na continuação da política do semi-árido.
Com relação aos dois primeiros pontos, há divergências e nós continuaremos debatendo. O Governo apresentou a posição que se considera com legitimidade para realizar a obra, tendo realizado os debates que realizou. Portanto, tende a continuar a obra e, como já teria dito o presidente Lula, não interrompê-la. Por outro lado, há uma ponderação por parte do Roberto, representante do dom Luiz, que seria importante uma paralisação por um tempo e a abertura de um debate por dois meses para que se desse a dom Luiz a oportunidade de paralisar sua greve de fome. Concordo inteiramente com o Roberto que o ponto fundamental para nós é que o dom Luiz possa continuar vivo. No sábado, eu disse a dom Luiz: ‘dom Luiz, sua vida é muito importante até para continuar mobilizando contra o Governo’. Então, seguiremos amanhã (hoje) nesse esforço, fazendo as consultas de ambos os lados e esperamos chegar a um objetivo. Além dos seis pontos, há um consenso de que dom Luiz possa deixar com dignidade o jejum.
2. Sobre a proposta de suspensão da obra por dois meses que não consta na pauta apresentada...
Malvezzi - Caminhamos para uma situação de afunilamento que, nós que trabalhamos no Nordeste, no São Francisco, não queremos para a pessoa de dom Luiz. E o Governo também não quer. Isso passa também pela decisão amanhã (hoje) da Justiça e essas coisas podem influenciar. Mas vamos tentar achar um caminho amanhã (hoje) para que ele possa sentir que vale a pena parar.
3. É possível uma conversa do Governo, CNBB, amigos, familiares com dom Cappio pedindo-lhe que suspenda o jejum?
Malvezzi - Dom Luiz é traquejado em jejum. Não é que fez um ou dois jejuns públicos. Ele tem uma experiência acumulada. Há uma ermida na Chapada de Diamantina onde ele tem costume de fazer jejum em particular. Agora, no 22º dia ele ficou mais frágil. As comunidades já mandaram carta para ele (pedindo que suspenda o jejum) porque gostam dele e querem o trabalho dele, mas que ele não vá até o fim. O próprio Vaticano solicitou, os bispos também e as pessoas que comungam com a causa. Temos essa opinião, mas respeitamos a opinião dele. Ele não aceita interferência em sua decisão.
4. Quanto tempo ele ainda agüentaria?
Malvezzi - O frei Klaus, que é médico e acompanha pessoas em longo jejum, diz que uma pessoa pode agüentar muito tempo, mas depende da idade, da saúde e de vários fatores que podem influenciar. Até o 20o dia dom Luiz estava muito bem. Agora, sentimos que ele está mais frágil, embora o médico diga que as funções vitais estão todas normais. Mas ele está mais esgotado e precisa de repouso mais completo.
Gilberto - Com a vida humana não se brinca, não se pode fazer cálculo. Tanto a Igreja tem o princípio de defesa da vida, quanto o Estado tem o dever de zelar pela vida do cidadão. Por isso abrimos diálogo e dissemos que esses seis pontos não são simples e exigem uma ação do Governo, mudança de orçamento, mas estamos dispostos a flexibilizar, fazendo esse apelo para que dom Luiz visse nisso já uma vitória importante de sua mobilização e que continuasse seu protesto de outra forma e não arriscasse sua vida. Temos pressa nisso porque uma pessoa nessa idade pode ser tomada de algum outro tipo de oscilação. Por isso é que viemos à CNBB.
5. Qual o ponto que o Governo não admite conversar?
Gilberto - O único ponto efetivo é esse da paralisação das obras.
6. Nem só por dois meses para conversar?
Gilberto - Por isso é que eu digo que essa conversa não é definitiva. O Governo não considera nada definitivo. O Governo trouxe uma posição para o diálogo. Temos uma responsabilidade com o Estado. O presidente Lula sempre tem dito: ‘eu não posso ficar parando obras pelo protesto dessa ou daquela pessoa; desse ou daquele grupo, por mais importantes que sejam’. Há uma legitimidade do Governo, uma lei estabelecida. O ponto de partida é esse de não paralisar a obra. Agora, houve um diálogo que vai ser retomado amanhã (hoje). Por isso é que essa conversa não é de maneira alguma conclusiva e definitiva.
7. A proposta de dois meses partiu do bispo?
Gilberto - Na verdade ela surgiu na mesa, por isso é preciso fazer consulta de um lado e de outro.
8. Pode-se dizer que isso será encaminhado amanhã (hoje) e que as obras serão paralisadas por dois meses para discussão?
Malvezzi - A gente se compromete a buscar uma saída, porque a questão da vida de dom Cappio interessa a todos nós. Não é bom para ninguém acontecer o pior. Quando o Governo faz observação das perdas econômicas, nós fazemos observações de outros danos como os sociais.
Dom Dimas - Uma coisa importante a dizer e que é consenso entre nós é que, independente da decisão do Supremo amanhã (hoje), esse diálogo vai continuar. Quem tiver a vitória não vai obrigar o outro a mudar de posicionamento. Todos concordamos que essa mobilização conseguida por dom Luiz fez com que nossa consciência crescesse. Tanto a parte do Governo quanto a parte dos próprios movimentos envolvidos concordam que esses pontos de consenso podem ser implementados, inclusive com um debate em rede a ser encabeçada pela própria TV pública e com a participação das outras TVs que quiserem.
9. Se o Supremo cassar a liminar que suspende as obras, o Governo vai retomá-las antes do desfecho dessa conversa com o bispo?
Gilberto - A princípio já foi noticiado que, mesmo se o Supremo autorizar a continuidade das obras, elas serão retomadas só no dia 7 de janeiro. É um recesso que o exército faria. Sustentamos, até agora, essa posição sem que prejudique que analisemos a proposta levantada nessa noite. É importante a decisão do Supremo amanhã (hoje), mas ela não interfere sob o ponto de vista da ética de nosso debate que precisa continuar.
10. O acordo vai girar em torno dessa proposta de dois meses?
Gilberto - Tanto eu quanto o Roberto temos dificuldade de responder a essa pergunta porque estamos no meio de uma conversa. Resolvemos parar porque vocês (os jornalistas) estavam cansados aqui e nós também. Vamos retomar amanhã (hoje) e ainda é muito cedo para dizer que vai ser isso ou aquilo. Essa possibilidade de uma paralisação temporária de um lado e de outro é que vamos discutir.
Dom Dimas - Vamos notificar dom Luiz e os outros que estão com ele sobre o que aconteceu aqui. Em última análise a decisão vai ser dele.
11. Isso evitaria um desgaste dos dois lados...
Malvezzi - Não diria um desgaste porque a questão chave é a vida dele. Não vejo problema a gente poder concordar em seis ou sete pontos e manter divergência em um e continuar debatendo na sociedade por outros caminhos que a gente acha melhor. Essa é uma questão ética e não é à toa que estamos aqui na CNBB que, na Campanha da Fraternidade sobre a água, defendeu a necessidade de fazer chegar a água chega às populações. Não somos nós que vamos colocar obstáculo àquilo que for nesse sentido. Somos favoráveis ao que está proposto no Atlas Nordeste.
Dom Dimas - Existe uma desinformação muito grande acerca do que está sendo debatido. A grande maioria da população nem sabe porque dom Luiz está em greve. Inclusive existe um mal estar entre as populações dos Estados receptores e a dos Estados doadores porque a notícia mais difusa é, simplesmente, que tem um bispo em greve porque ele não quer dar água para quem está passando sede. Pelo contrário, o que se quer é dar prioridade em todo o semi-árido brasileiro. Recebemos como uma noticia extremamente alvissareira que o Atlas Nordeste vai ser refinado para atingir também os municípios com menos de cinco mil habitantes. O que queremos é justamente levar água para o maior número possível de pessoas, inclusive para as famílias dispersas, a população difusa de todo o semi-árido. Nossa prioridade é o ser humano.

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Nomeação de Bispo

Hoje, 19 de dezembro, o papa Bento XVI acolhendo a solicitação de dom Alano Maria Pena, OP, de poder contar com a colaboração de um bispo auxiliar, nomeou bispo titular de “Accia” e auxiliar em Niterói (RJ) o padre Roberto Francisco Ferreira Paz.
Padre Roberto é natural de Montevidéu (Uruguai) e filho de Roberto Angel Ferrería e Gloria Paz de Ferrería.
Fez seus estudos eclesiásticos na Faculdade de Teologia da PUC-RS e Mestrado em Direito Canônico no Instituto Arquidiocesano de Direito Canônico do Rio de Janeiro. Além disso, tem especializações em Notariado Eclesiástico, Direito Matrimonial Católico, Aperfeiçoamento para juízes e funcionários de Tribunais Eclesiásticos, Bioética, Ética em Pesquisa, Espiritualidade, Bioética e tradições religiosas.
O presbítero atuou como vigário judicial do Regional Sul 3 da CNBB (Rio Grande do Sul), vigário episcopal da Pastoral da Cultura e conselheiro do Serviço Interconfissional de Aconselhamento, diretor espiritual regional do Encontro de Casais com Cristo no Rio Grande do Sul e Santa Catarina, pároco do Santuário N. Sra. da Paz, representante católico do Grupo de Diálogo inter-religioso de Porto Alegre, professor de Direito Canônico e de Direito Eclesiástico da PUC-RS e do CETJOV, membro do Conselho de Presbíteros e do Colégio de Consultores da arquidiocese de Porto Alegre, delegado arquidiocesano na Comissão Regional de Ecumenismo, coordenador de Pastoral da Área Petrópolis, secretário do Comitê de Ética em Pesquisa do Hospital Cardiologia, porta-voz da arquidiocese de Porto Alegre, assistente eclesiástico do Jornal Novo Milênio, assistente eclesiástico da Associação de Dirigentes Cristãos de Empresa.
Padre Roberto participou de entidades e Organizações Não-Governamentais. Foi membro fundador do Movimento de Profissionais Católicos, da Associação de Juristas Católicos, do Grupo de Diálogo inter-religioso em Porto Alegre e membro da Associação Brasileira de Canonistas.
Atualmente é pároco do Santuário Nossa Senhora da Paz, em Porto Alegre.

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segunda-feira, 17 de dezembro de 2007