Existem certas superstições relacionadas ao dia 13 do mês ocorrer em sexta-feira. Por uma infeliz coincidência, na semana passada, mais precisamente na sexta-feira 13, nossa cidade foi surpreendida pela triste notícia do fechamento do Colégio Nossa Senhora das Graças, instituição educativa que, em 2008, celebrou 70 anos de funcionamento. Muitas perguntas e informações desencontradas circulam por nossa cidade: Foi o baixo número de alunos matriculados e a inadimplência que causaram o fechamento? Como ficarão os desempregados? As Irmãs vão embora? O que será feito do prédio? Não quero me deter a nenhuma destas, pois as mesmas, aos poucos, estão sendo respondidas pela Irmã Diretora e pelas Irmãs competentes da Província Nossa Senhora Aparecida, de Canoas, Mantenedora da Instituição.
As Irmãs de Notre Dame chegaram em Cacequi no distante ano de 1933, portanto, 76 anos atrás, provenientes da Província de Passo Fundo. Instalaram-se na Vila Ferroviária e deram continuidade ao trabalho educacional iniciado no ano de 1925 pelos Irmãos Maristas, que em 1927 assumiram nova escola em Santa Maria. Assumiram o Antigo Colégio de Artes e Ofícios, atual Escola Fernão Dias, e lá foram presença viva e eficaz até os anos 70. Em 1938 deram início à escola paroquial Nossa Senhora das Graças, bem em frente a atual Igreja Matriz e Santuário Diocesano Nossa Senhora das Vitórias, porém, sem abandonar os trabalhos que já realizavam no Recinto Ferroviário. Tendo em vista a redução do número de Irmãs na Província, as mesmas precisaram sair da Escola Fernão Dias, que passou ser responsabilidade do município, mas mantiveram-se firmes na Escola Nossa Senhora das Graças.
Ao longo dos anos a comunidade cacequiense viu o CNSG, como é carinhosamente denominado, crescer e dar formação a muitos jovens. Um exemplo foi o Curso Normal, que até os anos 90, formou professores que desempenham, até os nossos dias, sua missão educativa e humanizadora em nossas escola e em tantas outras pelo Brasil afora.
Infelizmente, as dificuldades foram aumentando, o que levou ao triste fato consumado na última sexta-feira 13. Como falei acima, não quero avaliar os motivos, mas agradecer às valorosas Irmãs de Notre Dame que tanta vida deram a este povo. Muitas vidas foram gastas em prol da educação desta comunidade. Assim como mães de família, que perdem o sono preocupadas por não saber ao certo como vai a educação de seus filhos, muitas vezes muitas Irmãs devem ter perdido o sono preocupadas em melhor desenvolver sua missão: Tornar visível o amor de Deus por esta terra e por este povo!
Quando eu era criança descobri que Notre Dame, na língua francesa, quer dizer, Nossa Senhora. No mesmo instante pensei: se são Irmãs de Nossa Senhora, são tias de Jesus. E hoje consigo com mais maturidade refletir: se são tias de Jesus, e Jesus é nosso Irmão, são nossas tias também. São nossas parentes, já são parte de nossa família cacequiense. Apesar dos vínculos sanguíneos não nos unirem geneticamente, os vínculos da fé, da esperança e do amor nos aproximam diretamente. É muito duro pensar que um dia poderemos ficar sem a presença amiga das Irmãs de Nossa Senhora em nossa cidade.
Irmãs, neste momento difícil, muitas pessoas também sofrem com vocês, e estão rezando para que tudo concorra para o bem. Jesus, que prometeu o “cento por um”, é responsável por vocês e dará o justo pagamento. Santa Júlia Biliart, que durante a vida também passou por muitas dificuldades, é vossa força. Às Irmãs, que atualmente formam a comunidade presente em Cacequi, e a todas as outras que aqui já trabalharam, nosso agradecimento e nosso reconhecimento.
Thiago Alves Torres
terça-feira, 17 de fevereiro de 2009
sábado, 7 de fevereiro de 2009
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009
Morre aos 91 anos, dom José de Almeida, bispo emérito de Guaxupé
Faleceu por volta das 18h desta sexta-feira, 30, o bispo emérito de Guaxupé (MG), dom José de Almeida Batista Pereira. Seu sepultamento ocorre hoje, na catedral de Nova Friburgo (RJ), após a missa de exéquias às 15h.
« Ficamos muito tristes e, ao mesmo tempo, agradecidos pelo trabalho que dom José Almeida realizou em nossa diocese durante 12 anos », disse o bispo de Guaxupé, dom José Lanza Neto.
Natural de São Gonçalo (RJ), dom José de Almeida tinha 91 anos e era irmão do arcebispo de Brasília, dom José Newton de Almeida Baptista, falecido em 2001. Foi bispo auxiliar de Niterói (RJ) de 1954 a 1955; 1º bispo de Sete Lagoas (MG) de 1955 a 1964; bispo de Guaxupé de 1964 a 1976 quando se tornou emérito. Atualmente, residia e colaborava na diocese de Nova Friburgo. Deixou escritos os livros: O Homem, Desafio de Hoje e de Sempre; Catequese Bíblica do Rosário da Virgem; Introdução à Sociologia (pro manuscripto); História de São José do Ribeirão, RJ (inédito).
http://www.cnbb.org.br/ns/modules/news/article.php?storyid=931 - acesso em 02/02/2009
« Ficamos muito tristes e, ao mesmo tempo, agradecidos pelo trabalho que dom José Almeida realizou em nossa diocese durante 12 anos », disse o bispo de Guaxupé, dom José Lanza Neto.
Natural de São Gonçalo (RJ), dom José de Almeida tinha 91 anos e era irmão do arcebispo de Brasília, dom José Newton de Almeida Baptista, falecido em 2001. Foi bispo auxiliar de Niterói (RJ) de 1954 a 1955; 1º bispo de Sete Lagoas (MG) de 1955 a 1964; bispo de Guaxupé de 1964 a 1976 quando se tornou emérito. Atualmente, residia e colaborava na diocese de Nova Friburgo. Deixou escritos os livros: O Homem, Desafio de Hoje e de Sempre; Catequese Bíblica do Rosário da Virgem; Introdução à Sociologia (pro manuscripto); História de São José do Ribeirão, RJ (inédito).
http://www.cnbb.org.br/ns/modules/news/article.php?storyid=931 - acesso em 02/02/2009
Bento XVI nomeia três novos bispos para o Brasil
Nesta quarta-feira, 28, o papa Bento XVI anunciou a nomeação de três novos bispos para o Brasil. São eles: dom Gil Antônio Moreira, atualmente bispo diocesano de Jundiaí (SP) que assume a arquidiocese de Juiz de Fora (MG), em substituição a dom Eurico dos Santos Veloso, 75, que pediu renúncia e foi atendido, conforme o Cânon 401 § 1º, do Código de Direito Canônico. Frei Bernardo Johannes Bahlmann (OFM), que assume a prelazia de Óbidos (PA) em substituição a dom Martinho Lammers (OFM), que solicitou sua renúncia antes de completar os 75 anos, conforme o Cânon 401 § 2º; e padre José Valmor César Teixeira (SDB) que substituirá dom Francisco Batistela (CSSR) na diocese de Bom Jesus da Lapa (BA), conforme o Cânon 401 § 1º.
Juiz de Fora
O novo arcebispo de Juiz de Fora, dom Gil Antônio Moreira, é natural Itapecerica (MG). Nascido em 9 de outubro de 1950, dom Gil foi nomeado bispo em 14 de julho de 1999 e sua ordenação episcopal aconteceu no mesmo ano. Fez filosofia na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Divinópolis (MG), Teologia na Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC-MG) e se especializou em história eclesiástica, pela Pontifícia Universidade Gregoriana de Roma. Dom Gil também estudou Letras pela Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Divinópolis, além de estudar Parapsicologia e o curso de formadores de Seminários maiores, em Viamão (RS).
Entre os anos de 1999 e 2004 ele foi bispo auxiliar de São Paulo (SP), responsável pelos Seminários arquidiocesanos de São Paulo; coordenador da equipe de formação dos diáconos permanentes de São Paulo, entre outros. Atuou como bispo de Jundiaí desde 2004.
ÓbidosO frade menor Bernardo Johannes Bahlmann é novo bispo de Óbidos (PA). Nascido em Visbek, diocese de Münster, na Alemanha, aos 10 de dezembro de 1960, ele chegou ao Brasil em agosto de 1983. No ano seguinte entrou no postulantado da Ordem dos Frades Menores em Guaratinguetá (SP). Seu noviciado aconteceu em Rodeio (SC) e sua profissão solene ocorreu no dia 4 de outubro de 1991, em Agudos (SP) e a ordenação diaconal no dia 7 de dezembro de 1995, em Petrópolis (RJ).
Concluiu seus estudos básicos em sua terra natal. Estudou em escola profissionalizante de Economia e Administração, em Wideshausen, Alemanha. Também se formou em Agronomia, em seu país, com estágio na mesma área nos Estados Unidos da América. Durante o ano de 1992 ele fez estágio de formação espiritual no Centro Mariápolis, em Vargem Grande Paulista (SP).
Os estudos filosóficos ocorreram em Campo Grande (PR) entre os anos de 1987 e 1989, no Instituto de Filosofia São Boaventura. A Teologia ele estudou em Petrópolis (RJ) no Instituto Teológico Franciscano de 1993 a 1996.
Frei Bernardo foi formador e professor de Espiritualidade Franciscana, História Geral e Inglês no Seminário Menor Santo Antônio, em Agudos, e visitador geral da Vice-Província franciscana São Benedito da Amazônia, Santarém (PA) de 2001 a 2002.
Entre outras atividades, o frade foi Presidente do Centro Educacional Terra Santa, em Petrópolis (RJ) e membro do Conselho Diretor do Serviço Franciscano de Solidariedade (Sefras) da Província Franciscana da Imaculada Conceição do Brasil, em São Paulo. Atualmente ele desenvolve, na Província Franciscana da Imaculada Conceição do Brasil, as funções de coordenador do Programa Nacional “Franciscanos pela Eliminação da Hanseníase; membro do Conselho Gestor Financeiro; coordenador do Departamento de Sustentabilidade e Projetos Sociais e assistente espiritual das Irmãs Franciscanas de Ingolstadt, região brasileira, São Paulo (SP).
Bom Jesus da LapaO catarinense padre José Valmor César Teixeira, natural de Rio do Sul, foi nomeado bispo de Bom Jesus da Lapa (BA). Nascido em 1º de março de 1953, padre José Valmor fez seus estudos fundamentais no Colégio Dom Bosco de sua cidade natal e o Ensino Médio no Colégio Salesiano São Paulo, em Ascurra (SC). Sua primeira profissão religiosa aconteceu em 31 de janeiro de 1971, professando perpetuamente na Congregação dos Salesianos de dom Bosco, em 31 de janeiro de 1977.
Estudou Filosofia e Estudos Sociais entre os anos de 1971 e 1973 na Faculdade Salesiana de Filosofia, Ciências e Letras de Lorena (SP) e Teologia de 1976 a 1979 no Studium Theologicum (PUC) de Curitiba (PR). Em Porto Alegre (RS) padre Valmor se especializou em Educação Pela Pontifícia Universidade Católica de 1984 a 1985, e fez Mestrado em História da Igreja, de 1985 a 1987 na Pontifícia Universidade Gregoriana de Roma.
Em 1980, ele assumiu os estudos do Seminário Salesiano de Filosofia em Santa Rosa (RS). Foi ecônomo do Seminário e encarregado dos estudos e professor universitário de 1981 a 1984. Eleito conselheiro inspecional da Inspetoria Salesiana São Pio X no ano seguinte, no mês de setembro ele viajou a Roma para cursar História Eclesiástica na Pontifícia Universidade Gregoriana.
Na década de 1990, padre José Valmor foi diretor do Instituto Salesiano de Assistêcia Social, em Curitiba (PR) e professor de História da Igreja na Faculdade de Teologia (Studium Theologicum, além de ser membro do Conselho Inspetorial. Eleito pelos irmãos, em 1996 ele participou do 24º capítulo geral da congregação dos salesianos de dom Bosco, em Roma. Em outubro de 2008 foi nomeado diretor da Casa Salesiana de Viamão (RS).
http://www.cnbb.org.br/ns/modules/news/article.php?storyid=914 - acesso em 02/02/2009
Juiz de Fora
O novo arcebispo de Juiz de Fora, dom Gil Antônio Moreira, é natural Itapecerica (MG). Nascido em 9 de outubro de 1950, dom Gil foi nomeado bispo em 14 de julho de 1999 e sua ordenação episcopal aconteceu no mesmo ano. Fez filosofia na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Divinópolis (MG), Teologia na Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC-MG) e se especializou em história eclesiástica, pela Pontifícia Universidade Gregoriana de Roma. Dom Gil também estudou Letras pela Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Divinópolis, além de estudar Parapsicologia e o curso de formadores de Seminários maiores, em Viamão (RS).
Entre os anos de 1999 e 2004 ele foi bispo auxiliar de São Paulo (SP), responsável pelos Seminários arquidiocesanos de São Paulo; coordenador da equipe de formação dos diáconos permanentes de São Paulo, entre outros. Atuou como bispo de Jundiaí desde 2004.
ÓbidosO frade menor Bernardo Johannes Bahlmann é novo bispo de Óbidos (PA). Nascido em Visbek, diocese de Münster, na Alemanha, aos 10 de dezembro de 1960, ele chegou ao Brasil em agosto de 1983. No ano seguinte entrou no postulantado da Ordem dos Frades Menores em Guaratinguetá (SP). Seu noviciado aconteceu em Rodeio (SC) e sua profissão solene ocorreu no dia 4 de outubro de 1991, em Agudos (SP) e a ordenação diaconal no dia 7 de dezembro de 1995, em Petrópolis (RJ).
Concluiu seus estudos básicos em sua terra natal. Estudou em escola profissionalizante de Economia e Administração, em Wideshausen, Alemanha. Também se formou em Agronomia, em seu país, com estágio na mesma área nos Estados Unidos da América. Durante o ano de 1992 ele fez estágio de formação espiritual no Centro Mariápolis, em Vargem Grande Paulista (SP).
Os estudos filosóficos ocorreram em Campo Grande (PR) entre os anos de 1987 e 1989, no Instituto de Filosofia São Boaventura. A Teologia ele estudou em Petrópolis (RJ) no Instituto Teológico Franciscano de 1993 a 1996.
Frei Bernardo foi formador e professor de Espiritualidade Franciscana, História Geral e Inglês no Seminário Menor Santo Antônio, em Agudos, e visitador geral da Vice-Província franciscana São Benedito da Amazônia, Santarém (PA) de 2001 a 2002.
Entre outras atividades, o frade foi Presidente do Centro Educacional Terra Santa, em Petrópolis (RJ) e membro do Conselho Diretor do Serviço Franciscano de Solidariedade (Sefras) da Província Franciscana da Imaculada Conceição do Brasil, em São Paulo. Atualmente ele desenvolve, na Província Franciscana da Imaculada Conceição do Brasil, as funções de coordenador do Programa Nacional “Franciscanos pela Eliminação da Hanseníase; membro do Conselho Gestor Financeiro; coordenador do Departamento de Sustentabilidade e Projetos Sociais e assistente espiritual das Irmãs Franciscanas de Ingolstadt, região brasileira, São Paulo (SP).
Bom Jesus da LapaO catarinense padre José Valmor César Teixeira, natural de Rio do Sul, foi nomeado bispo de Bom Jesus da Lapa (BA). Nascido em 1º de março de 1953, padre José Valmor fez seus estudos fundamentais no Colégio Dom Bosco de sua cidade natal e o Ensino Médio no Colégio Salesiano São Paulo, em Ascurra (SC). Sua primeira profissão religiosa aconteceu em 31 de janeiro de 1971, professando perpetuamente na Congregação dos Salesianos de dom Bosco, em 31 de janeiro de 1977.
Estudou Filosofia e Estudos Sociais entre os anos de 1971 e 1973 na Faculdade Salesiana de Filosofia, Ciências e Letras de Lorena (SP) e Teologia de 1976 a 1979 no Studium Theologicum (PUC) de Curitiba (PR). Em Porto Alegre (RS) padre Valmor se especializou em Educação Pela Pontifícia Universidade Católica de 1984 a 1985, e fez Mestrado em História da Igreja, de 1985 a 1987 na Pontifícia Universidade Gregoriana de Roma.
Em 1980, ele assumiu os estudos do Seminário Salesiano de Filosofia em Santa Rosa (RS). Foi ecônomo do Seminário e encarregado dos estudos e professor universitário de 1981 a 1984. Eleito conselheiro inspecional da Inspetoria Salesiana São Pio X no ano seguinte, no mês de setembro ele viajou a Roma para cursar História Eclesiástica na Pontifícia Universidade Gregoriana.
Na década de 1990, padre José Valmor foi diretor do Instituto Salesiano de Assistêcia Social, em Curitiba (PR) e professor de História da Igreja na Faculdade de Teologia (Studium Theologicum, além de ser membro do Conselho Inspetorial. Eleito pelos irmãos, em 1996 ele participou do 24º capítulo geral da congregação dos salesianos de dom Bosco, em Roma. Em outubro de 2008 foi nomeado diretor da Casa Salesiana de Viamão (RS).
http://www.cnbb.org.br/ns/modules/news/article.php?storyid=914 - acesso em 02/02/2009
sexta-feira, 23 de janeiro de 2009
Fórum debate hoje “Espiritualidade e ética na agenda da sustentabilidade”
O III Fórum Mundial de Teologia e Libertação (FMTL) inicia suas atividades, na manhã desta sexta-feira, 23, com a conferência “Espiritualidade e ética na agenda da sustentabilidade” a ser proferida por Emile Townes, dos Estados Unidos, e Steve DeGruchy, da África do Sul. Antes da conferência, os participantes acompanham o “Ritual da Terra”, um momento orante e celebrativo.
O FMTL nasceu em 2005 na esteira do Fórum Mundial Social, e foi realizado pela primeira vez em Porto Alegre. Sua terceira edição, aberta no dia 21, em Belém, traz como tema “Água, Terra e Teologia para outro mundo possível”. Com uma metodologia muito simples, o Fórum é constituído basicamente de uma conferência pela manhã e oficinas à tarde, além de outras atividades.
“O FMTL é como um espaço de encontro para reflexão teológica de alternativas e possibilidades de mundo, tendo em vista contribuir para a construção de uma rede mundial de teologias contextuais marcadas por perspectivas de libertação”, diz o site do Fórum. Outra marca forte do Fórum é o ecumenismo e o respeito às diferenças.
Além das oficinas, o Fórum oferece também o chamado “Café Teológico”. No de ontem, a discussão girou em torno da questão indígena. Várias lideranças indígenas expuseram a experiência religiosa de seus povos. Indígenas da Raposa Serra do Sol falaram de sua luta pela demarcação de suas terras em Roraima.
“A Terra Raposa Serra do Sol tem um milhão e 700 mil hectares e nela moram seis povos indígenas”, explicou o líder da Raposa Serra do Sol. Segundo informou, aí os indígenas criam 86 mil cabeças de gado. Ele denunciou a construção de hidrelétricas na região e o uso de agrotóxicos por fazendeiros. “Sofremos com a plantação de arroz de seis rizicultores que brigam pela terra. Os aviões jogam agrotóxicos no arroz e na soja, que caem também nas comunidades e nos rios, contaminando os indígenas. O Ibama não faz nada porque o dinheiro tem mais poder”, disse.
Nesta sexta-feira, à tarde, os participantes do Fórum farão uma visita programada para conhecer experiências de trabalhos em defesa da ecologia, encerrando as atividades com uma mesa redonda que discutirá “Direitos humanos e teologia”.
http://www.cnbb.org.br/ns/modules/news/article.php?storyid=887 - acesso em 23/01/2009
O FMTL nasceu em 2005 na esteira do Fórum Mundial Social, e foi realizado pela primeira vez em Porto Alegre. Sua terceira edição, aberta no dia 21, em Belém, traz como tema “Água, Terra e Teologia para outro mundo possível”. Com uma metodologia muito simples, o Fórum é constituído basicamente de uma conferência pela manhã e oficinas à tarde, além de outras atividades.
“O FMTL é como um espaço de encontro para reflexão teológica de alternativas e possibilidades de mundo, tendo em vista contribuir para a construção de uma rede mundial de teologias contextuais marcadas por perspectivas de libertação”, diz o site do Fórum. Outra marca forte do Fórum é o ecumenismo e o respeito às diferenças.
Além das oficinas, o Fórum oferece também o chamado “Café Teológico”. No de ontem, a discussão girou em torno da questão indígena. Várias lideranças indígenas expuseram a experiência religiosa de seus povos. Indígenas da Raposa Serra do Sol falaram de sua luta pela demarcação de suas terras em Roraima.
“A Terra Raposa Serra do Sol tem um milhão e 700 mil hectares e nela moram seis povos indígenas”, explicou o líder da Raposa Serra do Sol. Segundo informou, aí os indígenas criam 86 mil cabeças de gado. Ele denunciou a construção de hidrelétricas na região e o uso de agrotóxicos por fazendeiros. “Sofremos com a plantação de arroz de seis rizicultores que brigam pela terra. Os aviões jogam agrotóxicos no arroz e na soja, que caem também nas comunidades e nos rios, contaminando os indígenas. O Ibama não faz nada porque o dinheiro tem mais poder”, disse.
Nesta sexta-feira, à tarde, os participantes do Fórum farão uma visita programada para conhecer experiências de trabalhos em defesa da ecologia, encerrando as atividades com uma mesa redonda que discutirá “Direitos humanos e teologia”.
http://www.cnbb.org.br/ns/modules/news/article.php?storyid=887 - acesso em 23/01/2009
Aberto o Fórum Mundial de Teologia em Belém
O auditório do Centro Cultural Tancredo Neves (Centur), em Belém, ficou lotado na noite desta quarta-feira, 21, para a abertura do III Fórum Mundial de Teologia e Libertação FMTL). Dentre as personalidades presentes estavam a governadora do Pará, Ana Júlia Carepa; Leonardo Boff, primeiro conferencista do evento, nesta quinta-feira; os teólogos, padre Sérgio Torres, idealizador do Fórum, e frei Luis Carlos Susin, secretário do Fórum.
Participaram ainda da cerimônia de abertura os bispos da Presidência do Regional Norte 2 da CNBB (Pará e Amapá), dom Jesus Maria Cizaurre Berdonces (presidente); dom Orani João Tempesta (vice-presidente); dom Carlos Verzeletti (secretário). Além deles, o bispo de Macapá, dom Flávio Giovenale, e de Imperatriz, dom Gilberto Pastana de Oliveira, também prestigiaram o evento.
“O Fórum nos ajuda a revitalizar aquilo que dentro de nossa igreja, às vezes, não estamos acostumados a ouvir. Vai ser interessante ouvir o que as pessoas de fora vão dizer sobre a água. Nós (da Amazônia) já estamos acostumados. Isso pode ajudar a Amazônia”, disse dom Jesus Maria Berdonces.
Um dos idealizadores do Fórum, o chileno padre Sergio Torres recordou o contexto em que surgiu a iniciativa. “O espírito do Fórum Social Mundial também contaminou a teologia que tem muito a aprender e também a compartilhar”, acentuou. O primeiro FMTL aconteceu em 2005, em Porto Alegre, e o segundo no Quênia, em 2007.
O secretário do FMTL, frei Luis Carlos Susin, acolheu oficialmente os participantes e explicou a dinâmica do encontro que reúne cerca de mil pessoas dos cinco continentes até o dia 25. Lembrando o tema, Susin ressaltou a diversidade que caracteriza a vida e os povos. “A vida fala e adora nos diversos povos. Somos uma família e estamos mais próximos uns dos outros, para o bem ou para o mal. A Amazônia pode nos ensinar. Onde as vidas são acolhidas e cuidadas, ali o próprio Deus é hospedado”, disse.
Já a governadora Ana Júlia Carepa se disse “honrada” por acolher o Fórum e afirmou que também se identifica “com muitos de seus princípios”. Em seguida exaltou as qualidades de seu estado. “O Pará é o estado-síntese da exuberância da Amazônia, também para o bem ou para o mal. É cheio de complexidade”.
Além de conferências abordando o tema Água, Terra e Teologia, o Fórum oferece também o Café Teológico em que serão apresentados filmes e exposições e 40 oficinas.
http://www.cnbb.org.br/ns/modules/news/article.php?storyid=885 - acesso em 23/01/2009
Participaram ainda da cerimônia de abertura os bispos da Presidência do Regional Norte 2 da CNBB (Pará e Amapá), dom Jesus Maria Cizaurre Berdonces (presidente); dom Orani João Tempesta (vice-presidente); dom Carlos Verzeletti (secretário). Além deles, o bispo de Macapá, dom Flávio Giovenale, e de Imperatriz, dom Gilberto Pastana de Oliveira, também prestigiaram o evento.
“O Fórum nos ajuda a revitalizar aquilo que dentro de nossa igreja, às vezes, não estamos acostumados a ouvir. Vai ser interessante ouvir o que as pessoas de fora vão dizer sobre a água. Nós (da Amazônia) já estamos acostumados. Isso pode ajudar a Amazônia”, disse dom Jesus Maria Berdonces.
Um dos idealizadores do Fórum, o chileno padre Sergio Torres recordou o contexto em que surgiu a iniciativa. “O espírito do Fórum Social Mundial também contaminou a teologia que tem muito a aprender e também a compartilhar”, acentuou. O primeiro FMTL aconteceu em 2005, em Porto Alegre, e o segundo no Quênia, em 2007.
O secretário do FMTL, frei Luis Carlos Susin, acolheu oficialmente os participantes e explicou a dinâmica do encontro que reúne cerca de mil pessoas dos cinco continentes até o dia 25. Lembrando o tema, Susin ressaltou a diversidade que caracteriza a vida e os povos. “A vida fala e adora nos diversos povos. Somos uma família e estamos mais próximos uns dos outros, para o bem ou para o mal. A Amazônia pode nos ensinar. Onde as vidas são acolhidas e cuidadas, ali o próprio Deus é hospedado”, disse.
Já a governadora Ana Júlia Carepa se disse “honrada” por acolher o Fórum e afirmou que também se identifica “com muitos de seus princípios”. Em seguida exaltou as qualidades de seu estado. “O Pará é o estado-síntese da exuberância da Amazônia, também para o bem ou para o mal. É cheio de complexidade”.
Além de conferências abordando o tema Água, Terra e Teologia, o Fórum oferece também o Café Teológico em que serão apresentados filmes e exposições e 40 oficinas.
http://www.cnbb.org.br/ns/modules/news/article.php?storyid=885 - acesso em 23/01/2009
terça-feira, 20 de janeiro de 2009
Freiras são ameaçadas de despejo em Fortaleza
Nesta segunda-feira, 19, as irmãs mensageiras de Santa Maria, que residem em Fortaleza (CE) foram ameaçadas de serem despejadas pelo Governo do estado. “O Governo quer construir na Avenida Washington Soares, um pavilhão para feiras e está obrigando as irmãs a saírem antes mesmo de pagarem o valor devido, conforme laudo pericial da Caixa Econômica Federal”, denunciam as irmãs.
As freiras disseram também que se não saírem do local, o Governo do Ceará prometeu “nos surpreender com um trator que irá para derrubar o convento”.
As irmãs mensageiras de Santa Maria fazem um trabalho de Evangelização junto ao povo pobre desde 1957 em todo o Brasil. Em Fortaleza, elas residem na Avenida Washington Soares a 47 anos, onde realizam um trabalho de caráter social gratuito, evangelizando por meio de visitas, encontros humanitários e acolhida a pessoas carentes.
As freiras disseram também que se não saírem do local, o Governo do Ceará prometeu “nos surpreender com um trator que irá para derrubar o convento”.
As irmãs mensageiras de Santa Maria fazem um trabalho de Evangelização junto ao povo pobre desde 1957 em todo o Brasil. Em Fortaleza, elas residem na Avenida Washington Soares a 47 anos, onde realizam um trabalho de caráter social gratuito, evangelizando por meio de visitas, encontros humanitários e acolhida a pessoas carentes.
http://www.cnbb.org.br/ns/modules/news/article.php?storyid=873 - acesso em 20/01/2009
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