quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Secretário da CNBB recebe coordenadores da Pastoral da Juventude

A secretária nacional da Pastoral da Juventude (PJ), Ildete Emanuele Nogueira de Sousa, e o assessor, padre Carlos Sávio Costa Ribeiro, foram recebidos, nesta quarta-feira, 19, pelo secretário geral da CNBB, dom Dimas Lara Barbosa. Eles vieram convidar o secretário para o 9º Encontro Nacional da Pastoral da Juventude, que acontecerá em Natal, dias 11 a 17 de janeiro do próximo ano. Segundo os coordenadores, o encontro deve reunir 600 jovens da PJ de todos os estados do país que discutirão o tema “Ide e construí a civilização do amor”.
“Queremos muito a presença de dom Dimas na missa de abertura do nosso encontro”, disse Ildete. “Para nós é muito importante a aproximação da juventude com os bispos do Brasil. A gente precisa estar perto no diálogo, mostrando o que fazemos e falando de nossas dificuldades”, acentuou.
Realizado a cada três anos, o encontro não tem caráter deliberativo. “O encontro é momento de troca de experiências e integração entre as lideranças diocesanas da PJ”, explica padre Carlos Sávio. “Queremos ter um olhar mais específico para a PJ e adentrar na realidade juvenil, conhecer a realidade de cada regional e tecer um plano que contemple a juventude”.
Segundo padre Carlos, o grande desafio para a construção da “civilização do amor”, tema do encontro, é a pluralidade. “Temos diversas expressões da juventude. O desafio é entrar na mentalidade secularizada do mundo”, observou. “Com este tema, queremos fazer com que o jovem compreenda seu protagonismo e ajude a construir a civilização do amor. É importante formá-los para isso”.
Para Ildete, a civilização do amor começa com gestos simples e pequenos. “O que impede a construção da civilização do amor é o individualismo e o consumismo”, sublinhou.

SETOR JUVENTUDE

Na assembléia do ano passado, os bispos do Brasil aprovaram o Documento 85, Evangelização da Juventude – Desafios e Perspectivas Pastorais, que propõem, entre outras coisas, a criação nas diocese do Setor Juventude. “O setor é como um guarda-chuva que reúne todas as realidades da juventude. A PJ está dentro do setor com os movimentos”, explica padre Carlos. Segundo esclareceu, o Setor deverá reunir tanto a Pastoral da Juventude, como as Pastorais da Juventude Específicas (Estudantil, Rural, Meio Popular) e os movimentos juvenis. “Temos conversado muito sobre o Setor Juventude dentro da coordenação nacional da Pastoral da Juventude. Tudo parece ser Pastoral da Juventude, mas não é assim”, advertiu.
Segundo Ildete, a fase ainda é de estudo e de compreensão da nova proposta. “A Igreja é plural. Todas as pastorais e movimentos têm sua importância e nenhuma deve ser esquecida ou desvalorizada. Vamos aumentar nossa interação porque nosso objetivo é um só: a evangelização da juventude”. O encontro também deverá falar dessa questão. “Haverá um momento em que vamos falar da realidade juvenil, realidade teológica, os jovens no documentos da Igreja. É importante que os jovens entendam qual é a proposta da CNBB, que não é acabar com nenhuma pastoral ou movimento, mas fortalecer todos e buscar a comunhão entre eles”.

Morreu Dom Bruno Maldaner

Faleceu na tarde deste domingo, 16, de insuficiência cardíaca, o bispo emérito da diocese de Frederico Westphalen (RS), dom Bruno Maldaner. Ele estava internado no Hospital da Unimed, em Ijuí (RS) onde foi submetido a uma cirurgia na bacia, na semana passada. Seu corpo está sendo velado na catedral da cidade onde será sepultado amanhã, após a missa de exéquias às 16h. “Dom Bruno foi o grande bispo desta diocese que ele dirigiu por 31 anos. Ele é o pai desta diocese, um pastor de primeira qualidade”, disse o bispo de Frederico Westphalen, dom Antonio Carlos Rossi Keller. “Ele era um homem de muita iniciativa pastoral e deixou uma diocese muito viva. Muito fiel ao papa e à Igreja, ele é um bispo insubstituível”, completou.Dom Bruno tinha 84 anos e era natural de Pinhal Alto – Nova Petrópolis (RS). Recebeu a ordenação sacerdotal em dezembro de 1950, em Roma, na Itália. Nomeado bispo auxiliar de São Paulo em 1966, recebeu a ordenação episcopal no mesmo ano, em Porto Alegre. Em 1971, assumiu a diocese de Frederico Westphalen, tornando-se emérito em 2001. Seu lema episcopal era “Sentir com a Igreja”.
Segundo dom Antônio Keller, amanhã, às 8h, haverá missa na catedral. Ao longo do dia, os padres da diocese também deverão celebrar em outros horários.

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Papa nomeia dois novos bispos para o Brasil

O papa Bento XVI nomeou nesta quarta-feira, 12, dois novos bispos para o Brasil. Trata-se de padre Néri José Tondello, para a vacante diocese de Juína (MT) e padre José Moreira da Silva, para a diocese de Januária (MG). Padre José Moreira assume Januária depois da renúncia de dom Anselmo Müller, em conformidade com o cânon 401 parágrafo 1º do Código de Direito Canônico.
Padre Néri nasceu em 24 de março de 1964 no município de Antônio Prado (RS). Fez filosofia na Universidade de Caxias do Sul (RS) e licenciatura plena em Teologia pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS), no Seminário Maior São Lucas de Viamão.
Sua ordenação presbiteral aconteceu em 18 de abril de 1993, na diocese de Caxias do Sul. Padre Néri tem mestrado em Filosofia e Teologia pela PUC-RS, além de doutorado em Doutrina Social da Igreja, pela Universidade de Granada, na Espanha.
O novo bispo foi vigário paroquial na Paróquia Sagrado Coração de Jesus, em Antônio Prado (RS), e nas comunidades da arquidiocese de Cuiabá (MT), na paróquia Nossa Senhora da Guia. Foi assistente do curso Propedêutico do Seminário Diocesano, no Santuário Diocesano, em Farroupilha (RS) entre os anos 1999 a 2001. Além de ter sido reitor do Seminário Maior de Caxias do Sul e do seminário Maior Sagrado da diocese de Juína, na cidade de Várzea Grande (MT), diocese a qual a Igreja de Caxias do Sul mantém o compromisso de igreja-irmã.
Como diretor espiritual ele trabalhou nos seminários São João Maria Vianey, em Várzea Grande, na diocese de Sinop (MT) e no Seminário Bom Pastor, na diocese de Rondonópolis, na mesma cidade. Atuou também como professor de Filosofia, Sociologia, Ética, Doutrina Social da Igreja e Teologia Moral no Studíum Eclesiástico Dom Aquino Corrêa (SEDAC).JanuáriaJá o novo bispo da diocese de Januária (MG), padre José Moreira da Silva, nasceu em 8 de junho de 1953, no município de Ponte Alta do Tocantins (TO). Estudou Filosofia e Teologia no Seminário Santo Antônio, em Juiz de Fora (MG) nos anos 1976 a 1981 e ordenado presbítero em Porto Nacional (TO) em 17 de janeiro de 1982. Fez estudos bíblicos entre os anos 1991 a 1993, Espiritualidade no Pio XI Salesianos de São Paulo (SP) em 2000 a 2001, e Direito Matrimonial no ITESP de Florianópolis (SC) de 2003 a 2004.
Seus trabalhos pastorais começaram em Arraias (TO) como vigário cooperador na paróquia Nossa Senhora dos Remédios nos anos 1982 a 1984. Foi pároco da paróquia Nossa Senhora da Conceição, em Campos Belos (GO) de 1984 a 1996, em Gurupi (TO), Porto Nacional, Taguatinga (TO) e atualmente estava na paróquia Santo Antônio, em Gurupi, na diocese de Porto Nacional, no estado do Tocantins.

http://www.cnbb.org.br/ns/modules/news/article.php?storyid=539 - acesso em 14/11/2008

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Morre dom José Bezerra Coutinho

Faleceu na manhã desta sexta-feira, por volta das 8h30, o bispo emérito de Estância (SE) e residente há 22 anos em Fortaleza (CE), dom José Bezerra Coutinho. O bispo, que tinha 98 anos e sofria de problemas cardiorrespiratórios será velado durante o dia e a noite de hoje, na capela São José, próxima ao Hospital Geral de Fortaleza.
Amanhã o corpo do bispo será trasladado para a catedral metropolitana de Fortaleza, onde às 9h acontecerá a celebração de corpo presente, presidida pelo arcebispo de Fortaleza, dom José Antônio Aparecido Tosi Marques e concelebrada por bispos e padres do Regional Nordeste 1 (Ceará). Seu corpo será sepultado na cripta da catedral.
Dom José Bezerra Coutinho nasceu em Capistrano (CE), em 10 de fevereiro de 1910. Sua ordenação presbiteral aconteceu em 3 de dezembro de 1933, em Sobral (CE) e sua ordenação episcopal, em 28 de outubro de 1956, na mesma cidade. Dom José foi bispo auxiliar em Sobral (SE) de 1959 a 1961 e bispo diocesano de Estância, de 1961 a 1985.

http://www.cnbb.org.br/ns/modules/news/article.php?storyid=526 - acesso em 10/11/2008

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Nota de Falecimento


Faleceu hoje, às 8h30, o bispo emérito de Uruguaiana (RS), dom Augusto Petró, aos 90 anos. Dom Augusto sofria do mal de Alzheimer e estava internado, desde abril de 2007, no hospital das irmãs de Santa Catarina, em Ivoti (RS).
De acordo com a secretária da diocese, Leonir Salvador, o velório acontecerá durante toda a noite de hoje, na catedral de Santana, em Uruguaiana. Amanhã, às 10h, haverá a missa de corpo presente.
Dom Augusto era natural de Santo Antônio da Patrulha (RS). Foi ordenado presbítero em novembro de 1944 e bispo, em julho de 1958. Foi bispo de Vacaria (RS), de 1958 a 1964, e bispo de Uruguaiana, de 1964 a 1995.
Seu lema episcopal era “Faze e viverás”.


www.cnbb.org.br

sábado, 6 de setembro de 2008


Amanhã será instalada a 18ª Diocese do Rio Grande do Sul - Diocese de Montenegro.

Será empossado, também, seu primeiro bispo, Dom Paulo De Conto.


Rezemos para que esta nova diocese assuma como principal missão o discipulado.


Cumprimentos à nova diocese e seu Pastor.


Thiago

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Carta da terra: Novo reencantamento?

É de todos sabido que a sociedade mundial vive no olho de uma incomensurável crise de sentido e de falta de rumo histórico. Não sabemos para onde vamos. Os sonhos e as utopias morreram, o que tem deixado as sociedades e as pessoas sem fundamento. Somos entregues ao sistema econômico dominante que de tudo faz mercadoria, regendo-se por feroz competição e não por laços de cooperação.
Há dois pensadores que nos ajudam a entender esta crise, Max Weber e Friedrich Nietzsche. Weber caracteriza a sociedade moderna pelo processo de secularização e pelo desencantamento do mundo. Não que as religiões tenham desaparecido. Elas estão ai e até voltam com renovado fervor. Mas não são mais elo de coesão social. Agora predominam a produção e a função e menos o valor e o sentido. O mundo perdeu seu encanto. Nietzsche anunciou a morte de Deus. Mas há que se entender bem Nietszche. Ele não diz que Deus morreu, senão que nós o matamos. Quer dizer: Deus está socialmente morto. Em seu nome não se cria mais comunidade nem se funda coesão social.
Por milhares de anos era religião que ligava e re-ligava as pessoas e criava o laço social. Agora não é mais. Isso não significa que agora impera o ateismo. O oposto à religião não é o ateismo mas a ruptura e a quebra da relação. Hoje vivemos coletivamente rompidos por dentro e desamparados. Praticamente nada nos convida a viver juntos e a construir um sonho comum. Entretanto, a humanidade precisa de algo que lhe confira um sentido de viver e que lhe forneça uma imagem corente de si mesma e uma esperança para o futuro.
É neste contexto que deve ser vista a Carta da Terra, documento nascido das bases da humanidade. Já foi assumida pela Unesco no ano 2000 e a idéia é que seja incorporada pela ONU à Carta dos Direitos Humanos. A Carta da Terra reúne um conjunto de visões, valores e princípios que podem reencantar a sociedade mundial. Coloca em seu centro a comunidade de vida à qual pertencem a Terra e a Humanidade que são momentos do universo em evolução. Todos os problemas são vistos interdependentes, os ambientais, os sociais, os econômicos, os culturais e os espirituais, obrigando-nos a forjar soluções includentes.
O desafio que a situação atual do mundo nos impõe é este segundo a Carta: ou formar uma aliança global para cuidar da Terra e uns dos outros ou então arriscar a nossa destruição e a devastação da diversidade da vida.
Dois princípios visam viabilizar esta aliança: a sustentabilidade e o cuidado. A sustentabilidade se alcança quando usamos com respeito e racionalidade os recursos naturais pensando também nas futuras gerações. E o cuidado é um comportamento benevolente, respeitoso e não agressivo para com a natureza, que permite regenerar o devastado e zelar por aquilo que ainda resta da natureza, da qual somos parte e com um destino comum.
Estes dois princípios fundam como diz a Carta da Terra um modo de vida sustentável . Eles permitem um desenvolvimento que atenda as necessidades de todos os seres vivos e ao mesmo tempo garanta a integridade e a capacidade de regeneração da natureza.
Devemos viver um sentido de responsabilidade universal. O futuro da Terra e da Humanidade está agora em nossas mãos.
LBoff- Dezembro de 2005

Recebido por e-mail em 05/09/2008